segunda-feira, 30 de abril de 2012
Chico
Amo-te porque te amo,
amo-te pelo simples impulso
inquietante de amar,
amo-te com a doçura
singela de quem não consegue
trocar palavras pra não repetir
esse sentimento repetitivo
que se repete todo segundo
que é de te amar.
O que posso fazer se não te amar?
poderia escrever um soneto de Camões,
ou transitar os poema parnasianos
para descrever da mais bela forma
isso que se faz presente em tantos corações.
Posso eternizar em poema
o nosso eterno amor
que já está eternizado
na eternidade desses retalhos
que compõem nossa memória
paixão, diluída em calor.
Sou seu clichê em palavras,
que pode um ser humano compor
da mais bela natureza
senão esse sentimento
criado pelo inconsciente
e inexplicável desejo do amor?
Dedicado ao Girassol da minha vida.
domingo, 22 de abril de 2012
Jabuticaba
Gosto desses seus olhos pretos,
doce de jabuticaba.
Gosto desse seu sorriso,
bonito de girassol.
Gosto da tua alma,
paz tão natural.
Quero pintar no seu peito
esse bem que você me faz.
Bordar na sua memória
essa alegria,
espetáculo mais lindo
que não cabe no dia
dedicado a te encontrar.
Pedro,
as vezes me faltam as palavras
pra descrever algo tão belo,
simplicidade de sentimento,
é onda que invade a terra
é azul que compõe o mar.
Dedicado a um amigo muito especial.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Quimera
Universo paralelo
submerso no infinito psicótico,
minha mente estremece ao seu toque,
viver o que não foi
faz escorrer o falso fluido amniótico.
Explosão cósmica é o cenário
onde você navega no inconsciente
denso da minha alma.
força eletrizante,
desestabilizando os neurônios,
compromete minha sanidade.
Sou toda sua,
sou pedra de mármore
que compõe essa geleira excitante.
Balada do desejo carnal
funde-se com a atração magnética
inexplicável do intelectual.
Teu coração congela ao meu lado
minha mão na tua e a corrente
percorre esses dois corpos
perdidos na eternidade,
no desconhecido futuro do passado.
Tempos verbais não descrevem fatos,
vivo da mentira criada
no sublime impulso neural.
Teus braços envolvem essa atmosfera esotérica,
transcendendo a realidade
Diluída nos instintos do irracional,
precipitada, abandonada
no inexistente ósculo.
Terror petrificado nas gárgulas
góticas dessa época literária,
tu és meu romantismo negro
bordado no retalho que estremece.
"Viva o realismo de Machado" eles gritam.
Espinho vil que não pode mais ser publicado,
a pena deitada na mesa do convés padece.
Dedicado ao filósofo alemão.
submerso no infinito psicótico,
minha mente estremece ao seu toque,
viver o que não foi
faz escorrer o falso fluido amniótico.
Explosão cósmica é o cenário
onde você navega no inconsciente
denso da minha alma.
força eletrizante,
desestabilizando os neurônios,
compromete minha sanidade.
Sou toda sua,
sou pedra de mármore
que compõe essa geleira excitante.
Balada do desejo carnal
funde-se com a atração magnética
inexplicável do intelectual.
Teu coração congela ao meu lado
minha mão na tua e a corrente
percorre esses dois corpos
perdidos na eternidade,
no desconhecido futuro do passado.
Tempos verbais não descrevem fatos,
vivo da mentira criada
no sublime impulso neural.
Teus braços envolvem essa atmosfera esotérica,
transcendendo a realidade
Diluída nos instintos do irracional,
precipitada, abandonada
no inexistente ósculo.
Terror petrificado nas gárgulas
góticas dessa época literária,
tu és meu romantismo negro
bordado no retalho que estremece.
"Viva o realismo de Machado" eles gritam.
Espinho vil que não pode mais ser publicado,
a pena deitada na mesa do convés padece.
Dedicado ao filósofo alemão.
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