domingo, 3 de março de 2013

Paixão oceânica

O sal e água de nossos encontros
evaporam-se quando te deixo.
mas quando esses salsos mares 
enchem teus olhos castanhos,
percorrendo as dores de meu desejo,
naufraga o navio perdido
no gelo de meu inconsciente tirano,
psíquico cigano alheio.

Navio esse que se chama amor
comboio de todos sentimentos
tão fortes são movidos a vapor
fervido nas areias de teu alento.

Outono

Meu coração é breve
como as árvores
folheadas de sangue.
Meu corpo é gelado
como o orvalho
niquelado de lágrimas.
Meus olhos são verdes
porque foram regados
com teu pranto.
E se você é a natureza
que controla meus passos
quero ser presa de tua teia
a formiga, o inseto
teu eterno fardo.