Universo paralelo
submerso no infinito psicótico,
minha mente estremece ao seu toque,
viver o que não foi
faz escorrer o falso fluido amniótico.
Explosão cósmica é o cenário
onde você navega no inconsciente
denso da minha alma.
força eletrizante,
desestabilizando os neurônios,
compromete minha sanidade.
Sou toda sua,
sou pedra de mármore
que compõe essa geleira excitante.
Balada do desejo carnal
funde-se com a atração magnética
inexplicável do intelectual.
Teu coração congela ao meu lado
minha mão na tua e a corrente
percorre esses dois corpos
perdidos na eternidade,
no desconhecido futuro do passado.
Tempos verbais não descrevem fatos,
vivo da mentira criada
no sublime impulso neural.
Teus braços envolvem essa atmosfera esotérica,
transcendendo a realidade
Diluída nos instintos do irracional,
precipitada, abandonada
no inexistente ósculo.
Terror petrificado nas gárgulas
góticas dessa época literária,
tu és meu romantismo negro
bordado no retalho que estremece.
"Viva o realismo de Machado" eles gritam.
Espinho vil que não pode mais ser publicado,
a pena deitada na mesa do convés padece.
Dedicado ao filósofo alemão.
Nossa! que poema! perdão a comparação, mas em alguns pontos lembrou Augusto dos Anjos, talvez.
ResponderExcluirabração e continue!
Então, sabe aquela história de "Daniel, suas poesias são lindas"?
ExcluirBullshit, as suas ja me passaram ha tempos ^^