terça-feira, 8 de maio de 2012

"Eu amo plantas"

Ás vezes me pergunto, será uma amizade capaz de morrer? A amizade é, pois, uma virtude extremamente necessária à vida, dizia Aristóteles – Não sou dessas que se apoiam nos valores e na ética da tão conhecida filosofia grega, porém sou incapaz de não concordar mais com o conhecido pensador -  nesse tão poluído cenário de emoções e sentimentos humanos, nada será tão incrivelmente belo como o amor, o amor fraternal, aquele que não chega inesperadamente como as paixões joviais que abalam os corações frágeis, mas o amor na sua mais bela moldura, o amor que não nasce enraizado dentro de nós, mas o amor que escolhemos, o livre espontâneo ato de amar um desconhecido da nossa pré-existência.

 A amizade é uma semente, que germina tão delicadamente no solo infértil,  que cria raízes  profundas perdendo-se na densidade desse lugar místico, o coração metafórico carregado de todos os sentimentos do mundo.
Já perdi porém essa beleza estonteante, meu jardim já teve as desilusões da realidade existencial, mas me pergunto novamente, será uma amizade capaz de murchar e padecer no leito nu da comoção natural?

 Não, eternizo em palavra aqueles que deixaram sua pétala no jardim vulcânico da minha alma, célula vegetal, fóssil que converge toda a simplicidade, toda a sinceridade do universo, nisso que meu corpo todo clama para não se perder, amizade.

Dedicado a minha amiga dos olhos verdes mais lindos do mundo, ao meu eterno pedaço de vida nesse inconstante coração.

De sua hipérbole ambulante. 

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