A amizade é uma semente, que germina tão delicadamente no solo infértil, que cria raízes profundas perdendo-se na densidade desse lugar místico, o coração metafórico carregado de todos os sentimentos do mundo.
Já perdi porém essa beleza estonteante, meu jardim já teve as desilusões da realidade existencial, mas me pergunto novamente, será uma amizade capaz de murchar e padecer no leito nu da comoção natural?
Não, eternizo em palavra aqueles que deixaram sua pétala no jardim vulcânico da minha alma, célula vegetal, fóssil que converge toda a simplicidade, toda a sinceridade do universo, nisso que meu corpo todo clama para não se perder, amizade.
Dedicado a minha amiga dos olhos verdes mais lindos do mundo, ao meu eterno pedaço de vida nesse inconstante coração.
De sua hipérbole ambulante.
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