terça-feira, 7 de agosto de 2012

Memórias


Tento ser Dom Casmurro
a atar as duas partes de uma linha,
resgatar no presente, o passado,
um amor fracassado, uma poesia só minha.

Se dançamos o efêmero das folhas de outono
nem que tenha sido por um segundinho
Hoje respiramos o perfume das flores
herança das estações, obra de um passarinho.

Tudo que precisávamos era força
mas o vento nos arrastou para longe.
Tudo que vivemos foi estação,
começamos pela beleza singela do outono
e terminamos com o sentimento confortante
de um inesperado verão.

A Lua a banhar nossos caminhos
e o Sol a iluminar nossas memórias,
tudo o que vivemos foi lindo
como um sonho, que dura só uma noite
mas nunca é esquecido.

2 comentários:

  1. Quando o poema é quase
    uma música
    se arrisca na forma
    impõe um ritmo
    um estilo
    e enche os versos
    de sentimentos intensos
    e estações
    fica mui belo

    Luiz Alfredo - poeta

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