sábado, 4 de agosto de 2012
Trompetes ressonantes
Abro as janelas e ilumino a alma,
lá fora faz frio e as pessoas dançam
o sentido da vida, composto de Sol e neve,
queimando a pele com gelo cortante.
Do lado de dentro há girassóis que padecem
sofrendo pela geada que invade, pelas nuvens sofridas
destruindo a beleza dos sonhos que aquecem.
Hoje é primavera em meu coração
mas o inverno tortura as ruas a todo instante
e a cada segundo caem flores pela dor, pela emoção
de ser impotente pra acabar com cada sofrimento,
pra sanar a tristeza dessa geada tão, tão torturante.
Ah, quem dera eu ser natureza plena,
ditar como trompetes ressonantes a felicidade.
Quem dera eu ser nuvem, vento, noite serena
que acalma os mares, que descansa os prantos dessa cidade!
Tantas rosas no mundo, cada uma marcada pela cicatriz
caracterizando guerreiras, fortes que carregam esses espinhos vis.
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Oi Karina.
ResponderExcluirmuito legal teu poema, viu?
gostei do fim que você deu a ele, terminou bem.
interessante sensibilidade!
abraços
Obrigada, seu comentário aqueceu meu coração!
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